Domingo, 19 de Fevereiro de 2006

«EU SOU UMA ÁRVORE E VOU CONTAR-VOS A HISTÓRIA DA MINHA VIDA AO LONGO DO ANO», por Ana Teresa Catarino

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“Eu sou uma árvore e vou contar-vos a história da minha vida ao longo do ano.”

Eu sou uma árvore, uma pereira, e fui plantada há 3 anos, por uma menina que tinha uma quinta muito bonita, com animais.

A vida tem sido boa. A minha dona tem tratado bem de mim. Quando me plantou escolheu muito bem o sítio, com sol e abrigada do vento. Regou-me quando não chovia, cortou-me alguns ramos para me tornar mais forte e, assim, cresci feliz.

O ano passado, na Primavera, flori-me com flores tão bonitas que foram mostradas a muitas pessoas e, quando chegou o Verão, já estava preparada para dar as minhas primeiras peras, ainda pequenas mas muito saborosas. Todas as pessoas e também alguns pássaros gostaram muito. No Outono veio o vento e a chuva e fiquei sem as minhas folhas. Aproximava-se o Inverno com o seu frio e as suas geadas que me fez descansar bastante.

A minha dona vem sempre visitar-me para ver se eu estou bem. Espero agradecer-lhe com bonitas flores e boas peras.

Ana Teresa Catarino
2ºB
Porto, 19 de Fevereiro de 2006.
publicado por António Luís Catarino às 14:28

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5 comentários:
De Anónimo a 6 de Março de 2006 às 20:01
Linda história, Ana Teresa. Um grande beijinho da equipa cá de casa (incluindo a Baga e a Atum).Gil
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(mailto:gilcampos2@gmail.com)
De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2006 às 21:39
Um grande abraço ao Luís que escreveu:«Voltando à Aninhas. Que limpo se pode escrever quando se é miúdo e não se tem pretensões!
Que bonito, e adequado é deixar que as palavas venham asssim, quase passo a passo, sem fazer ruído nenhum na terra que dorme o que merece.
Quem me dera ter a idade dela para voltar a escrever assim, com a ingenuidade de quem
sonha que basta invocar as palavras para que elas venham e tenham sentido.
Só há uma coisa que eu não sei e me faz tremer: aquela "pereire" que ilustra
os "dicta" da minha sobrinha é mesmo uma pereira ou orgulho de mãepai que, ingénuos, querem
tornar mais belas as paravras da infanta.»
Luís Nogueira. o Tio
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)
De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2006 às 17:23
Hmmmmmm... Eu só queria ser uma das perinhas novas da pereira do conto da Ana Teresa! Ou será que preferia ser uma daquelas flores que, mais tarde, se transformam em peras? Ou será que preferia ser um dos pássaros que pousam na pereira para bicar as peras? Ou será que preferia ser o céu por onde esses pássaros dão voltas e voltas como pequeninas setas vivas? Ou será que preferia ser o universo onde colaram esse céu? Ou será... O que será, que será?...
Que sonhos este conto me fez sonhar! O vizinho do lado
(http://pwp.netcabo.pt/0446031601/)
(mailto:jam.gomes@netcabo.pt)
De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2006 às 16:32
Parabéns pelo texto. Mas para a próxima quero maçãs em vez de pêras.LP
(http://www.castigomaximo.blogspot.com)
(mailto:crocodilo_do_nilo@hotmail.com)
De Anónimo a 19 de Fevereiro de 2006 às 14:41
Mas que bonito conto. Parabéns Ana Teresa. Continua que eu cá edito mais contos teus.António Luís Catarino
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(mailto:skamiaken@sapo.pt)

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